Por Que Ser Jornalista de Marcas ou Profissional de Conteúdo?

Por Que Ser Profissional de Marketing de Conteúdo

Por que ser jornalista de marcas? Por que ser profissional de marketing de conteúdo? Posso usar a arma do conteúdo para convencer vocês, jornalistas e escritores?

Não é preciso ser jornalista de marca ou profissional de marketing de conteúdo para vender ideias. Você sabe que certas palavras “vendem” o conteúdo.

Tendência é uma dessas palavras. Saber as tendências passa uma sensação de se estar antenado, adiantado em relação aos outros. Para as mídias tradicionais, tudo é tendência, pois um título com essa palavra vende a leitura, a notícia.

Marketing Digital é tendência! Marketing de conteúdo é tendência! Possibilidades com mais de 20 anos, cuja atenção só cresce como se vê pelos gráficos do Google Trends dos últimos 5 anos, só podem ser consideradas tendência por quem não está alerta. Essas possibilidades são realidades. Em contrapartida, jornalismo vem caindo ao longo do tempo, com picos em janeiro de cada ano, na pesquisa por qual curso escolher… Veja as tendências de:

Marketing Digital

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Marketing de Conteúdo

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Jornalismo

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A cada hora uma empresa interioriza seu trabalho de produção de conteúdo para a marca, montando times com jornalistas, autores e outros profissionais do conteúdo e marketing digital. Se você ainda vê isso como tendência, é hora de correr, a fim de se atualizar.

As marcas estão virando grandes produtoras de conteúdo, e isso soa como um alento para profissionais do Jornalismo, que veem as redações minguarem, revistas saírem de circulação e jornais se tornarem meios com a pecha de ultrapassados. A solução é se adaptar e se preparar.

Por que e como se adaptar aos novos tempos

As rádios, por exemplo, vêm se adaptando. CBN, Band, Jovem Pan, por exemplo, oferecem informação ágil e conteúdo de boa qualidade.

Graças a isso, mantiveram-se relevantes, cobram alto pelos anúncios e estão sempre se atualizando, recebendo comentários por redes sociais, transmitindo em vídeo e publicando em sua página vídeos dos programas.

Diferentemente das TVs, jornais e revistas, sem muito mimimi, sem tentarem desacreditar outros formatos ou possibilidades, eles pararam, pensaram e se adaptaram. E todas as novas possibilidades são digitais.

Enquanto isso, vejo jornalistas e profissionais de conteúdo, com metade da minha idade, lutarem pelo passado que muitos deles nem chegaram a vivenciar. É preciso, como já disse, não confundir princípios com tradição.

Preparar-se para novos voos é o que se espera de quem trabalha com algo com o nome original de News, cuja definição é “presentation of new information” – apresentação de informações novas.

Duas coisas não são permitidas para quem se dispõe a dar novas informações: desinformação e desatualização.

Assim, é hora de engolir o choro e reinventar-se. Jornalistas, escritores, revisores, conteudistas, editores e autores, abram seus horizontes, estudem as possibilidades e partam para oferecer seu melhor trabalho para empresas, negócios e marcas. Criem conteúdo relevante, que ofereça valor para as audiências desses contratantes.

Por que ser jornalista de marcas? Por que ser profissional de Marketing de Conteúdo?

Porque é perfeitamente possível fazer um trabalho gratificante e de alto nível. E, ainda, porque levar clientes para as marcas pode ser extremamente desafiador .

Vou dar exemplos de trabalhos meus nesse sentido. Para você não pensar que é jabá (estou sendo preconceituoso?), usarei exemplos de produções para empresas para as quais a minha agência já trabalhou e com as quais, hoje, não temos vínculo algum de negócios.

Primeiramente, esclareço que minhas especialidades são storytelling, webwriting e todas as estratégias de marketing digital, com uma predileção especial por marketing de conteúdo. Sei que isso não faz de mim um jornalista.

O interessante foi que comecei escrevendo apenas para audiências de marketing digital e foram as pessoas que me acompanhavam que pediram que eu expandisse meus assuntos. Muitas dessas pessoas eram jornalistas.

Produzi um curso online de marketing de conteúdo com o Rafael Rez e boa parte dos alunos tinha formação em Jornalismo e Letras.

Leia os 2 textos a seguir e retorne, por favor.

Exemplo de Storytelling para marcas – O Capacete de Piquet Previa o Futuro? Texto meu de 2014, para a Autotrac, empresa de rastreamento e monitoramento de Nelson Piquet.

Exemplo de Posicionamento de Marca – Principais Desafios da Saúde Mundial e Como Encará-los. Texto meu de 2019, para a Clínica Viver, clínica de imagens de Brasília:

Tenho, ainda, outros 2 exemplos que são sobre a minha própria história no Empreendedorismo: O Empreendedor Improvável e Storytelling para Negócios, cujas 2 partes inclui como anexo para quem baixar esta série em formato de e-book.

Análise dos textos

Você percebeu alguma quebra de princípios que lhe são caros, alguma informação irresponsável, ou algum problema que coloque seu alarme de jabá em alerta?

Apesar de eu não ser escritor de formação e a otimização para as buscas impor algumas quebras e repetições estranhas, além da profusão de apostos, os textos são ruins? Note que minha pergunta é, única e exclusivamente, quanto aos objetivos das marcas!

Você acha que, em termos de posicionamento, o resultado desses conteúdos é positivo para as marcas?

Entenda que não quero elogios, nem ser malhado. Até porque o resultado aparece nas métricas. Os números do Google Analytics é que vão dizer se o trabalho funcionou ou não. Enfim, a qualidade de seu trabalho será matematicamente comprovada, ou não…

Você precisa criar um bom posicionamento, gerar uma percepção simpática e positiva, demonstrar que a marca busca empatia, assim como resolver eventuais dores da audiência.

O trabalho passa por criar personas, a personificação de seu cliente ideal, identificar suas angústias e desejos e produzir conteúdo que inspire, resolva problemas e faça o cliente ter a marca no seu lado bom.

Você conta histórias a fim de virar o jogo

Acho que uma boa justificativa para ser profissional de marketing de conteúdo é porque você pode mostrar plenamente sua capacidade.

Pense comigo, quando alguém assina uma revista, ela gosta da linha editorial, tem simpatia pelos escritores, enfim, o ambiente é totalmente positivo.

Em contrapartida, vender é um trabalho extremamente complexo, pois parte de uma perspectiva negativa. As pessoas tendem a fugir de vendedores.

A criação de conteúdo para marcas passa por virar um jogo difícil, porque começa perdido, ou, pelo menos, é na casa do adversário. Ou você joga muito bem, ou nada feito.

E é contando histórias que você sairá vitorioso desse jogo.

O que se espera de um jornalista de marcas?

O Estudo do Newscred, The Rise of UK Brand Journalist, que vem embasando essa série, descreve de forma precisa o que se espera de profissionais da informação em 2 frases (traduzidas).

“Note que, acima de tudo, com a tendência de as marcas se tornarem produtoras de conteúdo, escritores de talento serão personagens importantíssimos para a produção de conteúdos relevantes e esclarecedores que suas audiências tanto demandam”.

“Organizações que investem em jornalismo de marca estão descobrindo que o storytelling, se feito de forma correta, com mensagens da marca sendo apresentadas de maneira íntegra e fundamentada, podem atingir de forma ideal as pessoas – desde que o tom de voz seja o devido. E isso é mais fácil falado que feito”.

A pesquisa diz que apenas 18% das grandes organizações do Reino Unido não têm times internos específicos para a produção de conteúdo.

Esse baixo número é justificado pela lógica, já que, trabalhando internamente, os jornalistas de marca e profissionais de marketing de conteúdo podem, com muito mais rapidez, entender a cultura e os objetivos das marcas.

E fica mais fácil, igualmente, providenciar desvios de rota e correções que se mostrarem necessárias.

Dessa minoria que terceiriza o trabalho de conteúdo:

  • 56% terceirizam para o marketing a produção de conteúdo,
  • 44% terceirizam para produtoras externas e
  • 11% contratam jornalistas de marca e copywriters freelancers.

Assim, não basta contar histórias boas o suficiente para serem compartilhadas, mas criar conteúdos que gerem credibilidade e confiança.

Por que ser um profissional de marketing de conteúdo? Porque estão contratando!

busca por jornalistas de marcasUma pesquisa feita em um agregador de ofertas de emprego mostra que, nos EUA, a busca por jornalista de marcas e profissionais de marketing de conteúdo está em alta.

Quando fiz a pesquisa havia 853 ofertas de vagas. Eu moro parte do tempo nos Estados Unidos e sei: vento que venta lá, logo venta aqui. Assim, esteja preparado.

E a fim de se preparar para esta possibilidade, é bom saber o que se espera de um jornalista de marcas ou profissional de marketing de conteúdo.

Em ordem de importância, as características desejadas são:

  • Criatividade.
  • Capacidade analítica.
  • Habilidade na escrita.
  • Liderança.

A criatividade como destaque (com mais de 40% das respostas) tem lógica. A produção de conteúdo nunca encerra, não existe nada como conteúdo suficiente. Bom para você.

Contudo, como os contratantes também não são muito experientes nessas novas possibilidades eu acrescentaria 3 características. Isso porque para ser profissional do marketing de conteúdo ou jornalismo para marcas, mais dia menos dia, também serão exigidos:

  • Perfeita compreensão dos objetivos de comércio, marcas e negócios.
  • Entendimento de posicionamento e construção de autoridade.
  • Boas noções de otimização para as buscas.

O compromisso com noções dos objetivos de comércio, marcas e negócios é para reforçar o entendimento de que o objetivo final é a venda. Visto que isso pode ser um empecilho, como já discutimos… Assim, adapte-se!

O que é mais difícil para os candidatos às vagas

O estudo apresenta, também, o que as empresas apresentam como principais desafios na contratação. Isso é apresentado separadamente para profissionais de marketing de conteúdo e jornalistas de marca.

Desafio Marketing de Conteúdo Jornalistas de Marca
Nível de dificuldade
Entendimento da marca Alto Muito alto
Conhecimento de marketing Muito alto Muito alto
Capacidade Editorial Alto Alto

Como se vê, nada é tranquilo nessa migração. Você pode até entender porque ser jornalista de marcas ou profissional de marketing de conteúdo. Agora, você precisa entender, também, que é provável que você não esteja preparado para as exigências.

Note que essas dificuldades, mesmo quando técnicas, referem-se à capacidade de aplicar os seus conhecimentos em novos formatos, isto é, você pode ter grande experiência editorial nos canais tradicionais e ter dificuldade de adaptar esse conhecimento para novos trabalhos.

As marcas, do mesmo modo, são praticamente unânimes em afirmar que têm a expectativa de que esses desafios estarão ultrapassados em alguns anos. Da parte das empresas, entretanto, faz-se necessário estabelecer os padrões necessários e as métricas devidas para embasarem e avaliarem os trabalhos.

Em resumo, a resposta de por que ser profissional de marketing de conteúdo ou jornalista de marcas é. Porque as empresas simplesmente não podem prescindir de utilizar o conteúdo como estratégia para seus objetivos de marcas. Assim, se as portas estão se fechando pelo lado tradicional, pelo lado digital elas estão se escancarando.

Co-fundador da MarketingDigital.com.br, Alex Moraes é especialista em Marketing Digital. Após diversas conquistas na prestação de serviços na agência digital de seu irmão, o designer Anderson Moraes, mudou o foco da empresa, a Clicktime Marketing e Design, para a educação. A MarketingDigital.com.br é um hub de troca de informações, com muito conteúdo próprio e de parceiros, glossário, guia de prestadores de serviços (agências e profissionais), agenda de cursos e eventos e tudo mais que se refira a Marketing Digital.

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