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Jornalistas x Blogueiros. Quem Ganha e Quem Perde com Essa Briga?

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Jornalistas x Blogueiros. Uns estudaram tanto para ser o que são, leram muito, escreveram mais ainda e apuraram sua produção. Aí vêm uns caras que publicam textos ou vídeos loucamente e alcançam milhares de pessoas…

Este é um assunto que, sei, irrita jornalistas e autores: blogs e blogueiros x jornalistas ou escritores.

Começo perguntando as profissionais de formação: jornalista ou escritor, você aceitaria conselhos sobre conteúdo na internet de um blogueiro?

Primeiramente, é preciso entender que esse não é um problema da Internet, mas da democracia. As pessoas podem se manifestar, opinar e ter posições, por mais que você não concorde. Como a barreira de entrada para o trabalho em revistas, editoras e jornais sempre foi muito alta, a internet tornou-se a plataforma de pessoas que têm, em tese, menor preparo, e que ali encontraram sua chance. Culpar a internet por isso é como culpar a janela pela paisagem.

Some-se a isso o fato de os blogueiros terem, normalmente, uma pegada informal que atrai e conecta. Entretanto, a boa capacidade de comunicação nunca compensará a incapacidade de produzir conteúdo de qualidade. Existe talento por trás da imensa maioria dos casos de sucesso.

O que cada parte da treta Blogueiros x Jornalistas pode aprender com a outra?

Jornalistas, já pensaram na oportunidade que seu preparo formal representa?

A única coisa que você pode fazer, jornalista, é adaptar seu trabalho, entrar nesse ambiente e tomar de volta o que considera ser seu. E isso vem acontecendo, até que bem rapidamente, para muitos. Infelizmente a adaptação, na maioria das vezes, veio pela dor, com o encolhimento das redações e consequentes demissões.

A ideia original é a mesma, produzir conteúdos de qualidade e conquistar audiência. Vocês, profissionais, se prepararam para isso, quando muitos de nós, blogueiros, não tiveram essa oportunidade.

Acontece que, no meio de tantos novos conteudistas, alguns conseguem se conectar com audiências de tamanho considerável, que os consideram experts em sua área de atuação. Eu comecei assim. Nunca tinha publicado textos, gravado vídeos, feito entrevistas e palestras ou dado aulas, até criar a MarketingDigital.com.br. Como trabalho com marketing digital há 20 anos e vislumbrei uma carência de discussões sobre o assunto de uma forma mais abrangente, lancei a MarketingDigital.com.br e tornei-me conteudista.

Fui bem aceito e já atingi centenas de milhares de pessoas. Então, por não ter formação específica, eu não teria direito à essa jornada?

Você pode dizer que há qualidade no meu trabalho e esse não é necessariamente o padrão. Ou então justificar que o assunto é técnico. Acontece que também trato de empreendedorismo, assunto que têm pouco de técnico e muito de vida real.

Assim, é inescapável vir com o velho chavão: jornalista ou escritor, para você, a internet é uma oportunidade e não uma barreira. Vá lá e faça melhor.

Blogueiros devem focar na qualidade x Jornalistas devem aprender novos truques

A constância das publicações, a análise das métricas, isto é, dos resultados práticos, o posicionamento, as predileções, as checagens, a pressão, tudo é igual na internet. Agora, as diferenças também existem e demandam adaptação. Isso passa, além de ter capacidade de produção, por ter muita disposição para aprender ou reaprender, e se adaptar, já que a produção para a internet tem peculiaridades.

A escrita para a internet, por exemplo, tem outras demandas de forma, não no sentido do preparo formal, mas do entendimento de como as ferramentas e as diferentes plataformas web influenciam a produção e divulgação de seu trabalho.

A seguir, apresento alguns exemplos de adaptação para a produção de conteúdo web. Neste caso, o aprendizado é demandado dos escritores e jornalistas, já que blogueiros costumam ter um pouco mais de conhecimento dessas necessidades. São exigências que impactam na forma:

  • Webwriting – a escrita para a internet exige de você um entendimento de diversas características peculiares da internet.

Um exemplo é a necessidade de entender como as buscas indexam os conteúdos. Sua produção tem que levar em consideração a otimização para as buscas (SEO), de modo a fazer seu conteúdo alcançar melhores rankings. Estar nos primeiros lugares do Google pode ser a diferença entre ter ou não ter chance na internet.

Esse trabalho talvez explique por que conteúdos não tão bons podem se posicionar melhor que bons conteúdos. Entretanto, as buscas aprimoram constantemente seus algoritmos, e a qualidade é, cada vez mais, fator preponderante no ranking.

Como a otimização básica não é um bicho de 7 cabeças, meu conselho é simples. Aprenda SEO e aprimore seu desempenho.

O SEO impacta na qualidade da escrita? Sim, afeta um pouco. Isso porque a escrita para a web exige que você se repita um pouco mais, principalmente os termos mais importantes (palavras-chave). Se você usar mais apostos e estruturar o texto mais quebras de linha, a coisa também melhora. São muitos os detalhes.

Em compensação, a qualidade ainda é certamente o fator mais importante para se atingir boas posições nas buscas. Assim, se você conquistar o leitor, o aspecto técnico fica em segundo plano. Escrevi um post completo sobre webwriting que auxilia o entendimento.

  • Storytelling – Na internet os contatos são muito rápidos e é primordial contar a sua história para contextualizar sua audiência.

    De forma sucinta, você tem que informar o que você faz e porque faz. Isso serve para Blogueiros x Jornalistas.

    Se o storytelling é importante para profissionais do conteúdo das mídias tradicionais, para os produtores de conteúdo para a internet, ele é essencial.

    Não é o que você é ou faz que conecta, mas o porquê você faz. Ouso dizer que suas credenciais podem até afastar um pouco o público, em um primeiro momento.

    Por exemplo, mostro minha jornada, como posicionamento e não auto-exaltação. Explico. Sinto que meu público acha interessante a minha formação ter base matemática, eu não ser técnico, nem ter formação ou experiência em produção de conteúdo, oratória e, ainda assim, produzir (muito) conteúdo de marketing digital e empreendedorismo, em textos, vídeos e palestras.

    A mensagem passada é que qualquer um pode. Igualmente, o fato de eu ter partido para a ação conecta e inspira, assim como o fato de eu ter começado a MarketingDigital.com.br aos 46 anos. Ao invés de me tacharem como velho para internet, quem me acompanha valoriza a disposição de me reinventar.

  • Derivação – Não há futuro para “apenas” escritores. Seu conteúdo precisa ser adaptado para diversos outros formatos e plataformas.

    Em primeiro lugar, é necessário entender que conteúdo web refere-se a vídeos, áudios, imagens, fotos, posts em mídias sociais, e-mail, sinais de fumaça e tudo mais que puder transmitir uma mensagem. Essa é uma das grandes diferenças entre blogueiros x jornalistas.

A derivação é como que uma onipresença sem a parte divina. O problema é que não basta copiar e colar um texto nas outras plataformas. Você precisa adaptar o conteúdo para o modelo de consumo daquela vitrine.

O receptor é que diz como ele quer consumir. A derivação de conteúdos, atende a necessidade de se estar em diversas plataformas, mas exige que se ofereça à audiência o conteúdo que ela deseja, na plataforma que ela preferir, no formato que mais bem se adapta àquela plataforma.

Quer saber o que funciona para cada uma das diferentes plataformas? Entre nelas e busque inspiração. Com o tempo, você descobrirá que se aventurar por outras linguagens será a parte mais desafiadora, mas também a mais gratificante.

Você é preparado? É bom? Ótimo! O que proponho é um exercício de humildade de entender que uma fase de adaptação é necessária e disposição para buscar conhecimento das novas linguagens e novos formatos.

Além disso, produza muito, já que a web demanda produção contínua e consistente; além da disposição para derivar seu conteúdo de forma competente e peculiar, para usufruir das vitrines oferecidas pelas diferentes plataformas.

Isso significa gravar vídeos, produzir infográficos, apresentações em slides, imagens, animações, enfim, apresentar o mesmo conteúdo em diversos embrulhos, para exposição em diferentes vitrines. Fique tranquilo pois há muitas ferramentas acessíveis que ajudam nesse trabalho.

E o que os blogueiros têm a aprender com jornalistas e escritores?

Agora, tudo só funciona se o conteúdo que você oferecer for original e relevante. Como cada vez mais jornalistas migram para o trabalho digital, nós, blogueiros, precisamos cada vez mais aprimorar nosso conteúdo.

Assim, jornalista, acredite que a migração para o digital é possível e, para os profissionais do conteúdo, hoje, é aconselhável. Abra a cabeça para novos voos e seus horizontes se ampliarão, pois, se sua jornada seguir como a minha vem seguindo, eu garanto que você não irá se arrepender de um dia ter tido a disposição de mudar.

Blogueiros, estudem, preparem-se cada vez mais e foquem em entender, pesquisar e responder aos anseios de suas audiências, pois a concorrência ficará cada vez mais acirrada.

Jornalistas x Blogueiros não precisa ser uma guerra entre pessoas, é mais inteligente deixá-la ficar entre mídias tradicionais x novas mídias. Passem ao largo dessa preocupação e sintam-se liberados para conviver em paz, cada um usando sua melhores capacidades.

E, para aprender mais, conte com a MarketingDigital.com.br. Precisando, tamo junto. A gente até pode escrever assim por aqui…

A MarketingDigital.com.br é um produto da Clicktime Marketing & Design.

Co-fundador da MarketingDigital.com.br, Alex Moraes é especialista em Marketing Digital. Após diversas conquistas na prestação de serviços na agência digital de seu irmão, o designer Anderson Moraes, mudou o foco da empresa, a Clicktime Marketing e Design, para a educação. A MarketingDigital.com.br é um hub de troca de informações, com muito conteúdo próprio e de parceiros, glossário, guia de prestadores de serviços (agências e profissionais), agenda de cursos e eventos e tudo mais que se refira a Marketing Digital.

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