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É Preciso Ser Técnico Para Empreender em Um Negócio Digital?

é preciso ser técnico para empreender em um negócio digital

É preciso ser técnico para empreender em um negócio digital? Não há uma resposta única, mas, que técnicos e não técnicos têm que se adaptar, isso é indiscutível.

Em resumo, ser técnico não é característica necessária para empreender em negócios digitais. Isso só não vale quando a área de atuação for treinar técnicos.

Como assim, para ter um negócio de internet eu não preciso ter background técnico, ser programador, entender de tecnologia ou ser um gênio da informática? Não, e nada é mais distante da realidade.

Por exemplo, eu trabalho com internet há 22 anos, tenho uma empresa de design e marketing digital há 20, e posso garantir que, se eu tiver de publicar um blog do zero, por mais simples que seja, terei muita dificuldade.

Isso significa que a resposta direta para a pergunta do título é não, mas, ao mesmo tempo que considero que se não ser técnico me atrapalha em alguns pontos, tenho a convicção que ajuda em outros, mais numerosos.

Quero estimular não-técnicos a empreender em negócios digitais, mas, é claro que conhecimento técnico é sempre muito bem-vindo, desde que associados a características que são mais comuns aos não-técnicos.

Vamos analisar as vantagens e desvantagens de ser técnico?

Vantagens e desvantagens de ser técnico

A fim de fazermos essa análise, vamos considerar como técnicos pessoas com habilidade diferenciada em tecnologia. Eles têm capacidade de programar em alguma linguagem ou preparo para gerir uma equipe de programadores.

O não-técnico pode ter milhões de habilidades, mas programar ou analisar sistemas não são parte destas.

Esses 2 perfis de pessoas pretendem empreender por meio de um negócio digital.

Comecemos nossa análise a partir destes pressupostos.

Maiores vantagens dos técnicos

  • Ao lidar diretamente com a tecnologia, técnicos têm maior facilidade de perceber oportunidades, corrigir furos e fazer otimizações em processos já existentes.
    A dificuldade que os técnicos eventualmente possar ter com certos sistemas ou ferramentas pode funcionar como fator gerador de novos produtos que podem ser a base para empreender em negócios digitais.
  • Quando damos uma mesma atribuição a 10 técnicos diferentes, 10 produtos bastante diversos serão criados. Se isso é bom por um lado, é ruim por outro.
    Ninguém, além do próprio desenvolvedor, conseguirá fazer algo exatamente como ele pensa.
    Para grandes trabalhos, deve-se fazer uma estrutura inicial, para que sua equipe possa entender o espírito da ideia, a fim de poderem trabalhar como em grupo.
  • Técnicos costumam ser extremamente bem-sucedidos quando conseguem perceber que um produto é bom ou ruim, assim como se seus benefícios atendem ou não as necessidades dos clientes.
    Não basta o produto ser bem desenvolvido, se os clientes não conseguirem perceber as vantagens de seu uso.

Maiores desvantagens dos técnicos

  • Achar que ideias excelentes ou produtos bem desenvolvidos vendem por si sós. Se é que já existiu venda fácil, hoje, toda venda é uma arte. Certamente, ter um bom produto ajuda muito, mas isso é só o começo. Isso vale para empreender em negócios físicos ou digitais.
    É preciso convencer as pessoas que os benefícios que o produto proporciona são suficientes para que elas decidam comprá-lo. Não há produto sem comprador, assim como não há vendedor sem produto para vender.
  • Devido à programação em alto nível ser algo extremamente complexo, técnicos tendem a considerar que esse conhecimento traz algum tipo de superpoder.
    Esse poder os transforma também especialistas em vendas, atendimento, marketing, administração e design (desenvolvedor-designer devia ser uma combinação de competências proibida…).
    Se um negócio começar com disputa de importância entre as áreas técnicas e administrativas, o fracasso é só uma questão de tempo.
  • Ficar dentro do escopo de um projeto é uma dificuldade para técnicos.
    Acontece de, por vezes, ser preciso entrar rapidamente no mercado. Assim, se o tempo é fator primordial.
    Há um conceito de negócio muito importante, o  de Produto Mínimo Viável bem descrito no texto de Yuri Gitahy, como “algo a que o cliente dá valor, usando o menor número de recursos, no menor tempo possível”.
    É possível e provável, inclusive, ser estrategicamente importante deixar upgrades e novas capacidades para versões aprimoradas.

Maiores vantagens dos empreendedores não-técnicos

  • Têm maior entendimento das necessidades do negócio, do valor do desenvolvimento, mas também da prioridade de se entender o mercado.
  • Reconhecem a importância da geração de conteúdo, do planejamento de marketing e de se ter uma visão 360º do negócio.
  • Normalmente, têm maior facilidade para perguntar aos potenciais clientes o que eles gostariam que o produto oferecesse. Conhecer o cliente é primordial para empreender em negócios digitais ou físicos.
  • Procuram cuidar melhor da clientela, por analisar o trabalho pelo ponto de vista externo, do leigo, do usuário. Assim, algo que possa parecer óbvio para o desenvolvedor é mais bem apresentado ao cliente pelo não técnico.
  • Definem o passo de crescimento do produto, que estratégias de marketing devem ser usadas e como acompanhar sua implementação.

Maiores desvantagens dos empreendedores não-técnicos

  • Têm dificuldade de especificar com exatidão o que desejam dos desenvolvedores. Isso dificulta dimensionar a complexidade e o tempo necessário para o desenvolvimento de certas funcionalidades.
  • Há maior chance de não-técnicos lançarem produtos tecnicamente inconsistentes, por pressa ou desconhecimento, isto é, o conceito de produto mínimo viável pode ser uma faca de dois gumes.
  • Não dão a devida importância à qualidade do desenvolvedor. Isso pode deixá-los presos a profissionais despreparados e suas constantes correções, atualizações e desculpas.
    Como a maioria dos desenvolvedores tem pânico da ideia de corrigir ou refazer sistemas de terceiros, a escolha da equipe técnica é extremamente importante.
    Deve-se, também, optar pela programação modular, para que grupos diferentes possam desenvolver partes específicas do sistema e que cada parte interaja, sem problemas, com outros módulos e com o sistema principal.

Afinal, é melhor ser ou não ser técnico para empreender em um negócio digital?

A melhor opção, independentemente da formação, é associar-se a profissionais com perfis complementares, a fim de que o conjunto uniformize a importância de cada área e faça o negócio crescer por igual.

Você está me propondo um sócio, Alex? Sim, se preciso.

Você pode também simplesmente contratar ajuda. Ainda assim garanto que o investimento será menor que qualquer outro tipo de negócio que você pensar.

Em se tratando de empreender em negócios digitais, deve-se partir de planos de negócio e de marketing digital bem estruturados. Deste modo se tem uma ideia do caminho e do tempo de maturação do negócio.

Nos negócios digitais, como há maior disponibilidade de ferramentas prontas, pode-se ter a sensação de o apoio técnico ser dispensável.

Eu, particularmente, conheço muitos EUpreendedores, lobos solitários que cuidam de tudo, mas eu não sou um deles, e considero que, se você puder, é melhor ter apoio de parceiros.

Lembre-se que parte do sucesso de empreender, em um negócio digital ou físico, é criar um ambiente agradável para desenvolver seu negócio.

Então, porque não chamar um amigo para entrar no negócio? Sou sócio de meu irmão na MarketingDigital.com.br, de meu filho no Canal Leonerd no Youtube e de um amigo, Rafael Rez, no curso online Conteúdo de Resultados, por exemplo.

Conclusão

Empreender em um negócio digital possibilita que você abra várias frentes e, se indicado, tenha parceiros diferentes em cada uma delas.

Saiba também que, para negócios digitais, estudar marketing digital é totalmente indispensável.

Note que estou partindo do pressuposto de que se for para empreender, é para ter sucesso. Assim, se você tiver de estruturar uma equipe maior, isso é um problema bom…

Agora, sempre dá para começar pequeno em negócios digitais e isso é um dos maiores apelos do empreendedorismo digital.

Leia minha história no empreendedorismo, para ver como a Clicktime, minha empresa, começou pequena e chegou bem longe.

Co-fundador da MarketingDigital.com.br, Alex Moraes é especialista em Marketing Digital. Após diversas conquistas na prestação de serviços na agência digital de seu irmão, o designer Anderson Moraes, mudou o foco da empresa, a Clicktime Marketing e Design, para a educação. A MarketingDigital.com.br é um hub de troca de informações, com muito conteúdo próprio e de parceiros, glossário, guia de prestadores de serviços (agências e profissionais), agenda de cursos e eventos e tudo mais que se refira a Marketing Digital.

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